Gauchão 2023
Antes de Brasil x Avenida, Zimmermann fala do papel da torcida: "É a nossa força"
Em coletiva, treinador do Xavante projeta a partida desta sexta (24) e afirma se tratar de uma decisão
Foto: Jô Folha - DP - RZ voltou a dizer que o elenco atual foi moldado com base na “cultura do clube”
Por Gustavo Pereira
gustavo.pereira@diariopopular.com.br
Nesta quinta (23), em entrevista coletiva de véspera do duelo do Brasil contra o Avenida, Rogério Zimmermann disse se tratar de uma decisão. O treinador xavante afirmou esperar um confronto equilibrado já que, segundo ele, as duas equipes são “parecidas”, formadas de acordo com as características do Gauchão. Pela proximidade na tabela, as metas de ambos dentro da competição também se assemelham.
E, além disso, nada de pensar no jogo do dia 1º, diante do Cordino (MA), pela Copa do Brasil. “Costumo não gastar energia com o que está mais distante. Tudo que acontecer nas próximas partidas depende também do resultado do Avenida. A concentração é no jogo contra o Avenida, mesmo que tenha essa proximidade. A preocupação maior foi por parte da retaguarda, de fazer uma logística. Tem que preparar com muita antecedência, mas isso não me envolve”, disse.
-> Brasil e Avenida jogam às 20h desta sexta-feira, no Bento Freitas.
Pernão fora e questões táticas
Com mais uma semana – quase – cheia para projetar o compromisso seguinte, Zimmermann falou também sobre a situação médica de Rafael Souza, o Pernão. Titular nas primeiras quatro rodadas do Estadual, o meia-atacante tem uma fissura, sofrida contra o Esportivo, que gera incômodo e impossibilita uma série de movimentos. Ele já voltou a treinar mas ainda é dúvida para as próximas partidas.
A ausência do jogador modificou a maneira do Brasil atacar. Rogério comentou a respeito do assunto. “Desde a pré-temporada estávamos trabalhando não com um jogador agudo pelo lado, mas um jogador que fosse da ponta para o meio, que colaborasse com a armação [Rafael]. Nunca gosto de deixar só o meia [central] como responsável por tudo. Acho que você pode ter um outro atacante que consiga fazer a armação pelo lado de fora, um lateral que trabalhe um pouco por dentro. Até um segundo homem, caso do Guilherme [Nunes]. A gente perdeu essa característica e passou a ter jogadores mais de velocidade, de condução de bola, menos aproximação”, comentou o treinador.
Justamente por isso, as dúvidas para projetar a escalação rubro-negra estão na linha de três meias, atrás do centroavante Da Silva. Diante do Ypiranga, Denis Germano atuou aberto pela direita, com Patrick por dentro e Márcio Jonatan na esquerda. Agora são mais alternativas: aos três citados se soma Rone, que foi titular sempre que pôde atuar. Beléa e Wellington aparecem como opções mais prováveis para o segundo tempo.
Identificação do torcedor
Poucas pessoas têm tanta propriedade para falar da torcida do Brasil quanto Rogério Zimmermann. Com relação ao papel das arquibancadas no jogo desta sexta, ele voltou a dizer que o elenco foi moldado a partir da “cultura do clube”. E deu um exemplo positivo sobre a identificação inicial criada junto aos xavantes.
“Dois dias atrás eu fui a pé, daqui do clube para o Centro. E nessa caminhada, de uns 15 ou 20 minutos, várias vezes fui parado pelo torcedor. Conto só pessoal que para [a pé]. Ali na praça, no calçadão, no supermercado. Eu falei isso para os jogadores. A leitura que eu fiz com as pessoas me parando é que estão passando a ideia de que estão gostando do que estão vendo”, contou.
Em seguida, RZ complementou: “Se o torcedor comparecer no estádio e incentivar do início ao fim, como fez contra o Inter, essa energia e essa relação time com torcida vai ser fundamental para os nossos objetivos. Não vejo a gente conseguindo o que a gente se propôs sem isso. É a nossa força”.
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